25 de mai. de 2008

Toalha de Mesa




Texto recebido pela Internet informando ser uma “história real” e de autor desconhecido

TOALHA DE MESA.

"Um novo pastor, recentemente formado, e sua esposa, que foram encarregados de reabrir uma igreja no bairro de Brooklyn, NY chegaram ao início de outubro, entusiasmados com a oportunidade.
Quando viram a igreja, observaram que havia muitos estragos e um grande trabalho a ser feito. Sem se deixar abater, estabeleceram como meta deixar tudo pronto para o primeiro serviço: o culto de Natal.
Trabalharam sem descanso, consertando o telhado... refazendo o piso... pintando... e, muito antes do Natal, em 18 de dezembro, tudo estava pronto!

Mas... No dia seguinte, 19 de dezembro, desabou uma terrível tempestade que durou por dois dias.
No dia 21, o pastor foi até a igreja. Seu coração doeu... viu que o telhado tinha quebrado e que uma grande área do revestimento de gesso decorado, da parede do santuário, logo atrás do púlpito, havia caído.


O pastor, enquanto limpava o chão, pensava em como resolver a situação. No caminho de casa, pensando em adiar o culto de Natal, observava as vitrines, enfeitadas para a época, quando notou um bazar beneficente e parou por instantes.
Uma linda toalha de mesa, de crochê, na cor marfim, com um crucifixo delicadamente bordado no centro chamou-lhe a atenção. Era do tamanho exato para cobrir o estrago atrás do púlpito.
Comprou-a e voltou para a igreja. Começou a nevar. Apressou seus passos e quando chegava à porta da igreja uma velha senhora vinha correndo em direção contrária tentando pegar o ônibus, o que não conseguiu.
O pastor convidou-a a entrar para esperar pelo próximo que viria 45 minutos depois, abrigando-se do frio. Ela sentou-se num banco e nem prestava atenção no pastor que já providenciava a instalação da toalha de mesa na parede.
Ao terminar afastou-se e pôde admirar o quanto a toalha era linda e servia perfeitamente para esconder o estrago. Então, o pastor notou a velha encaminhando-se para ele. Seu rosto estava lívido e perguntou:
Pastor, onde o senhor encontrou essa toalha de mesa?

O pastor contou a história. A mulher pediu-lhe que examinasse o canto direito inferior para encontrar as iniciais EBG, bordadas. O pastor fez o que a mulher pediu e, intrigado, confirmou.
A mulher disse: - Essas são as minhas iniciais. Ela havia feito essa toalha de mesa há 35 anos, na Áustria. Contou que, antes da guerra, ela e seu marido estavam "bem de vida".
Quando os nazistas invadiram seu país combinaram fugir; ela iria antes e seu marido a seguiria uma semana depois. Ela foi capturada, trancada numa prisão e nunca mais viu seu marido e sua casa.
O pastor ofereceu a toalha, mas, ela recusou, dizendo que estava num lugar muito apropriado. Insistindo, ofereceu-se para levá-la até sua casa; era o mínimo que poderia fazer.
Ela morava em Staten Island e tinha passado o dia no Brooklin para um serviço de faxina.


No dia de Natal a igreja estava quase cheia. Foi um lindo trabalho.
Ao final, o pastor e sua esposa cumprimentaram os fiéis um a um à porta e muitos diziam que retornariam.

Um velho homem, que o pastor reconheceu pela vizinhança, permaneceu sentado, atônito.
O pastor aproximou-se e, antes que dissesse palavra, o velho perguntou: Onde o senhor conseguiu a toalha de mesa da parede? Ela é idêntica a uma que minha mulher fez, muitos anos atrás, quando vivíamos na Áustria, antes da guerra.
Como poderiam existir duas toalhas tão parecidas?

Imediatamente, o pastor entendeu o que tinha acontecido e disse: - Venha... eu vou levá-lo a um lugar que o senhor vai gostar muito.
No caminho o velho contou a mesma história da mulher. Ele, antes de poder fugir, também havia sido preso e nunca mais pôde ver sua mulher e sua casa, por 35 anos.


Ao chegar à mesma casa onde deixara a mulher, três dias antes, ajudou o velho a subir os três lances de escadas e bateu na porta. Creio que não há necessidade de se contar o resto da história.
Quem disse que Deus não trabalha de maneira misteriosa?

NADA ACONTECE POR ACASO! "

Independente da sua crença religiosa, nas minhas orações de hoje estou pedindo a Deus que abençoe você... Guie... Proteja...
O amor de Deus está sempre com você!!! Suas promessas são verdadeiras. Quando seu caminho parece difícil, lembre-se de entregar-se em Seus braços e Ele fará o resto.


Quando encontrar alguém sem um sorriso, DÊ-LHE O SEU! Não lhe custa nada... mas, pode valer muito para este alguém!

A vida pode não ser a festa que gostaríamos que fosse, mas, enquanto estivermos por aqui, devemos SER E FAZER OS OUTROS FELIZES!

DEUS TE ABENÇOE....

bjkkas,



Musica do dia: Anytime Anywhere - Sarah Brightman

24 de mai. de 2008

Pais Maus - Dr. Carlos Hecktheuer

O texto abaixo foi entregue pelo professor de Ética e Cidadania da escola Objetivo/Americana a todos os alunos da sala de aula, para que entregassem a seus pais. A única condição solicitada pelo mesmo foi de que cada aluno ficasse ao lado dos pais até que terminassem a leitura.

O texto, a seguir transcrito, foi publicado por ocasião da morte estúpida de Tarsila Gusmão e Maria Eduarda Dourado (2003), ambas de 16 anos, em Maracaípe – porto de Galinhas. Depois de 13 dias desaparecidas, as mães revelaram desconhecer os proprietários da casa onde as filhas tinham ido curtir o fim de semana. A tragédia abalou a opinião pública.


PAIS MAUS

Traduzido pelo Dr. Carlos Hecktheuer (médico psiquiatra)

"Quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:

Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.

Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

Eu os amei o suficiente para fazê-los pagar as balas que tiraram do supermercado e dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queremos pagar”.
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

Eu os amei o suficiente para deixá-los assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.

Mais do que tudo:
Eu os amei o suficiente para dizer-lhes “não”, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso, e alguns momentos até me odiaram. Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.

Estamos contentes, vencemos! Porque no final vocês venceram também!


E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães; quando eles lhes perguntarem se seus pais eram maus, meus filhos vão lhes dizer: “Sim, nossos pais eram maus. Eram os pais mais malvados do mundo”.

As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos, torradas. As outras crianças bebiam refrigerantes, comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. (E eles nos obrigavam a jantar à mesa, bem diferente dos outros pais que deixavam seus filhos comerem vendo televisão).

Nossos pais tinham que saber quem eram os nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.
Insistiam que lhes disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.

Nossos pais insistiam sempre conosco para que lhes disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.
E quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata!

Nossos pais não deixavam os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para que os nossos pais os conhecessem.
Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelo menos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aqueles chatos levantavam para saber se a festa foi boa (só para verem como estávamos ao voltar).

Por causa dos nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência.
Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.


FOI TUDO POR CAUSA DOS NOSSOS PAIS!

Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o melhor para sermos “PAIS MAUS”, como eles foram.


EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ PAIS MAUS SUFICIENTES!"

---------------------------------------------------------------------------------------------

Por Regiane Humel - psicóloga

“Essa semana, saindo de casa, um colega me contou que um de seus alunos deu um tapa no rosto de um professor e mais, que a mãe do aluno o apoiou dizendo: -‘Há, ele deve ter feito alguma coisa que ele não gostou’.
Fiquei boquiaberta, meu primeiro pensamento foi:- ‘Será que essa mãe não percebe que daqui alguns anos esse mesmo aluno, insatisfeito com o professor, seu filho, poderá estar insatisfeito com ela’?

Estabelecer limites na educação é essencial. Isso não quer dizer que terá que tornar sua casa um lugar rígido, cristalizado; segundo J.L. Moreno isso nos leva a perda de espontaneidade e criatividade; mas sim em um lar onde haja respeito, amor e união entre seus membros. Os filhos com maus comportamentos têm que ser punidos sim; mas o segredo está em como fazer. Há várias maneiras de punição e acredito que a física não é a correta, pois a criança é somente o reflexo de seus pais.
Içami Tiba (Psiquiatra, Psicodramatista) diz que os pais (homens) estão mais presentes na educação de seus filhos; isso não quer dizer que a mãe esteja menos participativa; porém a conseqüência é o ’amolecimento’ das atitudes dos pais e quem acaba fazendo o papel de ‘durão’ é a mãe; portanto temos aqui, dois extremos. Segundo Aristóteles o caminho do meio é a condição fundamental para se atingir a felicidade maior, sendo o mais saudável, ou seja, nem tanto nem tão pouco. Excluindo a interferência dos fatores externos, professores, amigos, conhecidos e desconhecidos, que tem importância no aprendizado; os pais têm os papéis mais importantes para a inclusão desses limites; porém é necessário existir harmonia entre o casal (mesmo pais separados), a ‘quantidade de autoritarismo’ tem que ser igual, se fosse uma receita, eu diria duzentos gramas para o pai e duzentos gramas para a mãe.
Uma dica, o caminho do meio representa um equilíbrio entre os extremos e, portanto, um caminho possível, lembrando sempre que o dialogo entre os pais e fundamental para uma boa educação, seja qual for sua cultura, crença, religião ou raça. Sei que não é uma tarefa fácil, mas não desista, precisamos muito de ‘pais maus’!”
.
.
.

23 de mai. de 2008

Clarice Lispector - parte II




"Quem escreveu: “Sou tão misteriosa que não me entendo”,
não poderia mesmo ser facilmente interpretada.
Contudo, até as mais impenetráveis esfinges se preocupam em oferecer, aqui e ali, pistas para a decifração de seus enigmas.
Os textos de Clarice Lispector estão repletos de chaves e senhas, mesmo que estas porventura abram apenas caixas que escondem outras caixas, que escondem outras caixas que escondem outras caixas...
As pistas que possibilitavam rastrear o caminho até seu eu profundo, Clarice concedia apenas aos familiares e aos amigos íntimos, mas poucos foram os que as seguiram até o fim, imbuídos da certeza de que não convém decifrar certos mistérios para não lhes embaçar o esplendor."
.

Só tente entender um Universo Paralelo se estiver certo que está preparado para isso...
.
Para quem gosta de Clarice Lispector vale a leitura até o fim.
.
.

A descoberta do amor
“[...] Quando criança, e depois adolescente, fui precoce em muitas coisas. Em sentir um ambiente, por exemplo, em apreender a atmosfera íntima de uma pessoa. Por outro lado, longe de precoce, estava em incrível atraso em relação a outras coisas importantes. Continuo, aliás, atrasada em muitos terrenos. Nada posso fazer: parece que há em mim um lado infantil que não cresce jamais.
[...] Depois, com o decorrer de mais tempo, em vez de me sentir escandalizada pelo modo como uma mulher e um homem se unem, passei a achar esse modo de uma grande perfeição. E também de grande delicadeza. Já então eu me transformara numa mocinha alta, pensativa, rebelde, tudo misturado a bastante selvageria e muita timidez.

Antes de me reconciliar com o processo da vida, no entanto, sofri muito, o que poderia ter sido evitado se um adulto responsável se tivesse encarregado de me contar como era o amor. [...] Porque o mais surpreendente é que, mesmo depois de saber de tudo, o mistério continuou intacto. E se continuo até hoje com pudor não é porque ache vergonhoso, é por pudor apenas feminino.
Pois juro que a vida é bonita.”


Temperamento impulsivo
“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.

Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”

Lúcida em excesso
“Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa atual e comum: é uma lucidez vazia, como explicar? Assim como um cálculo matemático perfeito do qual, no entanto, não se precise. Estou por assim dizer vendo claramente o vazio. E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior do que eu mesma, e não me alcanço. Além do quê: que faço dessa lucidez? Sei também que esta minha lucidez pode-se tornar o inferno humano — já me aconteceu antes. Pois sei que — em termos de nossa diária e permanente acomodação resignada à irrealidade — essa clareza de realidade é um risco. Apagai, pois, minha flama, Deus, porque ela não me serve para viver os dias. Ajudai-me a de novo consistir dos modos possíveis. Eu consisto, eu consisto, amém.”.


Ideal de vida
“Um nome para o que eu sou, importa muito pouco. Importa o que eu gostaria de ser.

O que eu gostaria de ser era uma lutadora. Quero dizer, uma pessoa que luta pelo bem dos outros. Isso desde pequena eu quis. Por que foi o destino me levando a escrever o que já escrevi, em vez de também desenvolver em mim a qualidade de lutadora que eu tinha? Em pequena, minha família por brincadeira chamava-me de ‘a protetora dos animais’. Porque bastava acusarem uma pessoa para eu imediatamente defendê-la.

[...] No entanto, o que terminei sendo, e tão cedo? Terminei sendo uma pessoa que procura o que profundamente se sente e usa a palavra que o exprima.
É pouco, é muito pouco.

Escritora, sim; intelectual, não
“Outra coisa que não parece ser entendida pelos outros é quando me chamam de intelectual e eu digo que não sou. [...]Ser intelectual é usar, sobretudo a inteligência, o que eu não faço: uso é a intuição, o instinto. Ser intelectual é também ter cultura, e eu sou tão má leitora que agora já sem pudor, digo que não tenho mesmo cultura. Nem sequer li as obras importantes da humanidade.
[...] Literata também não sou porque não tornei o fato de escrever livros ‘uma profissão’, nem uma ‘carreira’. Escrevi-os só quando espontaneamente me vieram, e só quando eu realmente quis. Sou uma amadora?

O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.”

A síntese perfeita
“Sou tão misteriosa que não me entendo


A certeza do divino
“Através de meus graves erros — que um dia eu talvez os possa mencionar sem me vangloriar deles — é que cheguei a poder amar. Até esta glorificação: eu amo o Nada. A consciência de minha permanente queda me leva ao amor do Nada. E desta queda é que começo a fazer minha vida. Com pedras ruins levanto o horror, e com horror eu amo. Não sei o que fazer de mim, já nascida, senão isto: Tu, Deus, que eu amo como quem cai no nada.”


Viver e escrever
“Não sei mais escrever, perdi o jeito. Mas já vi muita coisa no mundo. Uma delas, e não das menos dolorosas, é ter visto bocas se abrirem para dizer ou talvez apenas balbuciar, e simplesmente não conseguirem. Então eu quereria às vezes dizer o que elas não puderam falar. Não sei mais escrever, porém o fato literário tornou-se aos poucos tão desimportante para mim que não saber escrever talvez seja exatamente o que me salvará da literatura.

O que é que se tornou importante para mim? No entanto, o que quer que seja, é através da literatura que poderá talvez se manifestar.”

“Até hoje eu por assim dizer não sabia que se pode não escrever. Gradualmente, gradualmente até que de repente a descoberta tímida: quem sabe, também eu já poderia não escrever. Como é infinitamente mais ambicioso. É quase inalcançável”.


A importância da maternidade

“Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. O ‘amar os outros’ é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma, com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca [...].”


Viver plenamente
“Eu disse a uma amiga:
— A vida sempre superexigiu de mim.
Ela disse:
— Mas lembre-se de que você também superexige da vida.
Sim.”

Um vislumbre do fim
“Uma vez eu irei. Uma vez irei sozinha, sem minha alma dessa vez. O espírito, eu o terei entregue à família e aos amigos com recomendações. Não será difícil cuidar dele, exige pouco, às vezes se alimenta com jornais mesmo. Não será difícil levá-lo ao cinema, quando se vai. Minha alma eu a deixarei, qualquer animal a abrigará: serão férias em outra paisagem, olhando através de qualquer janela dita da alma, qualquer janela de olhos de gato ou de cão. De tigre, eu preferiria. Meu corpo, esse serei obrigada a levar. Mas dir-lhe-ei antes: vem comigo, como única valise, segue-me como um cão. E irei à frente, sozinha, finalmente cega para os erros do mundo, até que talvez encontre no ar alguma bólide que me rebente. Não é a violência que eu procuro, mas uma força ainda não classificada, mas que nem por isso deixará de existir no mínimo silêncio que se locomove. Nesse instante há muito que o sangue já terá desaparecido. Não sei como explicar que, sem alma, sem espírito, e um corpo morto — serei ainda eu, horrivelmente esperta. Mas dois e dois são quatro e isso é o contrário de uma solução, é beco sem saída, puro problema enrodilhado em si. Para voltar de ‘dois e dois são quatro’ é preciso voltar, fingir saudade, encontrar o espírito entregue aos amigos, e dizer: como você engordou! Satisfeita até o gargalo pelos seres que mais amo. Estou morrendo meu espírito, sinto isso, sinto...”


Textos extraídos do livro Aprendendo a viver, Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2004.
Leia também
Os mistérios de Clarice


música do dia: Exile - Enya

22 de mai. de 2008

JOGANDO CONVERSA FORA



- Por mais que seus amigos a amem e digam com o maior carinho: "Vai, com Deus!" Ou "cuide-se!", eles não podem fazer mais nada por você, a não ser isso mesmo: Dar uns toques. Para você se cuidar, isso mesmo. Porque o percurso da vida é individual e você, meu bem, escolhe se quer viver mais, sozinha ou acompanhada, ou ficar namorando pela internet. Ou parar com a internet e ir à caça. Jogar a rede. Ou ficar com os dois. Ou não ficar.

A vida e o próprio movimento das coisas não permitem que você fique sozinha nunca mais. Isso desde que GramBell inventou o telefone. Se depender da comunicação tecnológica, você nunca mais vai ficar sozinha. Agora se depender de você, isso vai sim.

Se você for uma mulher charmosa, mas sem classe nenhuma, vai ficar sozinha, porque falta de educação é horrível. Nenhum amor sobrevive aos maus tratos. Se você é gordinha, mas é elegante e tem cuidados com pele, depilação e roupas íntimas, pontos para você, porque tem muita magra por aí que é um esculacho.
Mas voltando ao cuide-se: tenha sempre alguma coisa que você admire em si, seja sua fã. Mas cuide-se, não exagere. Auto-estima demais torna você uma pessoa antipática. Mais um toque: seja você mesma, mas nunca seja a mesma coisa. Se ninguém aceitá-la assim, deixe todo mundo para trás, porque deve ser o olhar de todo mundo que está errado. Porque você tentou, fez de tudo e não emplacou. Pelo menos nesse time que está jogando. Outra coisa, não se desespere, deve ter alguma mulher querendo aquilo que você pode dar.
Mas também se não tiver, distribua sua carga afetiva! Tenha vários pólos afetivos, sua felicidade não pode depender da conclusão de um amor! Construa vários projetos afetivos, desperte paixões, uma, duas, três! Você vai dar conta de cuidar de todas, galinhe, minha filha, que a sua hora de casar não chegou ainda!
Ndoretto (18março2008)


Vamos aos comentários, essa é uma daquelas crônicas que não me agüento... rsrsrs

Fora o “galinhe, minha filha” concordo com a visão da autora;
cuide-se, ame-se, seja ponderada com esse amor, não desista de investir naquilo que acredita ser certo...
Trabalhe, volte aos projetos altruístas, desapegue-se de outros, continue com sua força - se alguém não a agüentou, não perca tempo em julgamentos, apenas não era forte o suficiente para você -, divirta-se com seus amigos, dance sozinha na sala, cante no banheiro, diga ao espelho todos os dias ao acordar: “hoje serei feliz até o fim desse dia” – faça isso todos os dias, indiscriminadamente - e se mesmo assim as coisas não saírem como você deseja, reveja suas necessidades, distribua os questionários para serem preenchidos, afinal a fila anda, mas com catraca seletiva!!!!!!!
(afinal, só os tolos pegam figurinha repetida.... rs)

Bjkkas,
.
.
música do dia: O que é o que é - Gonzaguinha

21 de mai. de 2008

Exigências do cotidiano. (para descontarir.)


E depois ainda perguntam por quê a gente se estressa!?!?!?!?!
tá olhando o quê????


bjkkas ;)







Exigências da vida moderna (quem agüenta tudo isso??)





Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.E uma banana pelo potássio.
E também uma laranja pela vitamina C.
Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão). Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.



Todos os dias deve-se comer fibra. Muita, muitíssima fibra. Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia.
E não esqueça de escovar os dentes depois de comer. Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.

Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito.
As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.
Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).

E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando.
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.

Ah! E o sexo..
Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina.
Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução.
Isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação.




Na minha conta são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!
Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes. Chame os amigos e seus pais.
Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher.
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro.
E já que vou, levo um jornal...


Tcháu....Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.

(Luís Fernando Veríssimo)


música do dia: Mulher de Fases - Raimundos

Amigos!...


AMIGOS !!!
.
Um jovem recém casado estava sentado num sofá num dia quente e úmido, bebericando chá gelado durante uma visita ao seu pai.
Ao conversarem sobre a vida, o casamento, as responsabilidades da vida, as obrigações da pessoa adulta, o pai remexia pensativamente os cubos de gelo no seu copo elançou um olhar claro e sóbrio para seu filho.
- Nunca esqueça de seus amigos, aconselhou! Serão mais importantes na medida em que você envelhecer. Independentemente do quanto você ame sua família, os filhos que porventura venham a ter, você sempre precisará de amigos. Lembre-se de ocasionalmente ir a lugares com eles ; faça coisas com eles; telefone para eles...
Que estranho conselho! Pensou o jovem. Acabo de ingressar no mundo dos casados. Sou adulto. Com certeza minha esposa e a família que iniciaremos serão tudo que necessito para dar sentido à minha vida!
Contudo, ele obedeceu ao pai. Manteve contato com seus amigos e anualmente aumentava o número de amigos. Na medida em que os anos sepassavam, ele foi compreendendo que seu pai sabia do que falava. Na medida em que o tempo e a natureza realizam suas mudanças e mistérios sobre um homem, amigos são baluartes de sua vida.
Passados mais de 50 anos, eis o que aprendi:
O Tempo passa.
A vida acontece.
A distância separa.
As crianças crescem.
Os empregos vão e vêem.
O amor fica mais frouxo.
As pessoas não fazem o que deveriam fazer.
O coração se rompe.
Os pais morrem.
Os colegas esquecem os favores.
As carreiras terminam.
MAS...
os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo e quantos quilômetros estão entre vocês. Um amigo nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos, abençoando sua vida!
Quando iniciamos esta aventura chamada vida, não sabíamos das incríveis alegrias ou tristezas que estavam adiante. Nem sabíamos o quanto precisaríamos uns dos outros.
(* Recebi por e-mail e não havia menção da autoria...)
.
Aos meus AMIGOS,
AMO VOCÊS!!!!!!!!!!!!!
Bjkkas,
.
.
música do dia: Amigo é Para Essas Coisas - MPB4

20 de mai. de 2008

Reverência ao destino

.
.
.
Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.
.
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.
.
Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.
.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem pra fazer.
.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais.
.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.
.
Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.
.
Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus". Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...
.
Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.
.
Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama.
.
Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.
.
Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.
.
Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.
.
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.
.
Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro.
.
Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.
.
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.
.
Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.
.
Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.
.
(Carlos Drummond)
.

17 de mai. de 2008

Estamos com fome de amor - Arnaldo Jabour

Colaboração da minha amiga 'Erikete'.
Obrigada lindinha!

Estamos com fome de amor

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos 'personal dance', incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvída? Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão 'apenas' dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a 'sentir', só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: 'Quero um amor pra vida toda!', 'Eu sou pra casar!' até a desesperançada 'Nasci pra ser sozinho!' Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, 'pague mico', saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele? Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é 'out', que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: 'vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida'.

Antes idiota que infeliz!

(Arnaldo Jabour)

.

16 de mai. de 2008

DESEJOS!!!!


DESEJOS


"Desejo a vocês...

Fruto do mato

Cheiro de jardim

Namoro no portão

Domingo sem chuva

Segunda sem mau humor

Sábado com seu amor

Filme do Carlitos

Chope com amigos

Crônica de Rubem Braga

Viver sem inimigos

Filme antigo na TV

Ter uma pessoa especial

E que ela goste de você

Música de Tom com letra de Chico

Frango caipira em pensão do interior

Ouvir uma palavra amável

Ter uma surpresa agradável

Ver a Banda passar

Noite de lua cheia

Rever uma velha amizade

Ter fé em Deus

Não ter que ouvir a palavra não

Nem nunca, nem jamais e adeus.

Rir como criança

Ouvir canto de passarinho.

Sarar de resfriado

Escrever um poema de Amor

Que nunca será rasgado

Formar um par ideal

Tomar banho de cachoeira

Pegar um bronzeado legal

Aprender um nova canção

Esperar alguém na estação

Queijo com goiabada

Pôr-do-Sol na roça

Uma festa

Um violão

Uma seresta

Recordar um amor antigo

Ter um ombro sempre amigo

Bater palmas de alegria

Uma tarde amena

Calçar um velho chinelo

Sentar numa velha poltrona

Tocar violão para alguém

Ouvir a chuva no telhado

Vinho branco

Bolero de Ravel

E muito carinho meu."

(Carlos Drommond de Andrade)


música do dia: Bolero de Ravel (experimentem ouvi-la enquanto namora, é melhor que várias doses de wisky)

15 de mai. de 2008

ACENDA SUA LUZ

(Edson Marques)




" Se a palavra me fere, não sou eu que desmaio
— ela que perde o sentido.
Se um verbo me agride, não revido: me esquivo.
Se quebram meu brinquedo, eu conserto.
Se me roubam o carro, compro outro.
Se furam minha bola, tenho mais.
Se acaba o vinho, tomo leite.
Se chove, danço na chuva.
Se faz sol, me bronzeio.

Para mim, tudo é motivo para VIVER.

Só quando me falta a Liberdade é que me sinto morto!"
.
.
música do dia: We Are Free - Enya.

14 de mai. de 2008

Dia de Clarice


Sou Heroicamente Livre...




"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro." (Clarice Lispector)

"Preciso de paciência porque sou vários caminhos, inclusive o fatal beco sem saída."

"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome"

"Tudo o que me caracteriza é apenas o modo como sou mais facilmente visível aos outros e como termino sendo superficialmente reconhecível por mim."

"Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante."

"À duração da minha existência dou uma significação oculta que me ultrapassa. Sou um ser concomitante: reúno em mim o tempo passado, o presente e o futuro, o tempo que lateja no tique-taque dos relógios."

"Eu sou à esquerda de quem entra. E estremece em mim o mundo. (...) Sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro. Sou um coração batendo no mundo."

"Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, Depende de quando e como você me vê passar."

"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada."

"O que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesmo."

“Perder-se também é caminho!"

..."Inútil querer me classificar, eu simplesmente escapulo não deixando. Gênero não me pega mais."
"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."
"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original." (Einstein)
.
música do dia: We Are Free - Enya

12 de mai. de 2008

Mães


Como a data do dia das mães é só uma pro forma
- ser e estar MÃE é uma linha energética que nada e/ou ninguém
pode macular, independente do dia -
o texto segue pertinente.

Não postei sobre o assunto no dia comemorado
pois não havia encontrado algo que me trouxesse a
impressão adequada do que sinto com a maternidade.
Claro que aqueles textos mais poéticos, que me embargam a voz,
são verdadeiros, porém esse me 'tocou' mais. Acredito que pela
objetividade de um dia comum, de uma mulher comum!!!



MÃE...

Contaram-me que uma mulher foi renovar a sua carteira de motorista
Pediram-lhe para informar qual era a sua profissão.
Ela hesitou, sem saber bem como se classificar.
"O que eu pergunto é se tem um trabalho", insistiu o funcionário.
"Claro que tenho um trabalho", exclamou. "Sou mãe."
"Nós não consideramos 'mãe' um trabalho. Vou colocar Dona de casa",
disse o funcionário friamente.
Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei em
situação idêntica.
A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura,
eficiente, dona de um título sonante.
"Qual é a sua ocupação?" perguntou.
Não sei o que me fez dizer isto;
as palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora:
"Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas."
A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o
ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem.
Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.
Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.
"Posso perguntar", disse-me ela com novo interesse,
"o que faz exatamente?"
Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder:

"Desenvolvo um programa a longo prazo (qualquer mãe faz isso), em
laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e fora
de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família), e já recebi quatro
projetos (todas meninas). Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma
mulher discorda???), o grau de exigência é a nível de 14 horas por dia (para
não dizer 24...)."

Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de
preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente me abriu a porta.
Quando cheguei em casa, com o título da minha carreira erguido, fui recebida
pela minha equipe uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 3.
Do andar de cima, pude ouvir o meu novo experimento (uma bebê de seis
meses), testando uma nova tonalidade de voz.
Senti-me triunfante!
Maternidade... que carreira gloriosa!
Assim, as avós deviam ser chamadas
"Doutora- Sénior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas",
as bisavós:
"Doutora- Executiva- Sénior"
e as tias: "Doutora- Assistente".
Eu acho!!!
(Desconheço o autor)

FELIZ TODOS DIA, MÃES. PARA TODAS NÓS,
MÃES REAIS E EM POTENCIAL.

Bjkkas,
.

10 de mai. de 2008

Jerry Lee Lewis


Eis um dos mais conhecidos artistas bipolares do rock’n’roll...
A-DO-RO!!!!!

Jerry Lee Lewis nasceu em 1935, em Lousiana, de uma família apreciadora de música, e desde cedo esteve influenciado por música evangélica e country.

Teve a sorte de ser apoiado em sua musicalidade pelos pais, que chegaram a hipotecar a casa para comprar-lhe um piano, que ainda criança tocava, com técnica e estilo inéditos.

A grande virada musical ocorreu quando conheceu e se apaixonou pelo jazz feito pelos negros americanos.

Em 1955 gravou duas músicas para uma rádio local, I don't Hurt Anymore e If I Ever Needed You I Need You Now, ambas versões aceleradas de clássicos de blues-country. As músicas viraram hits locais da noite para o dia e chamaram a atenção do empresário Sam Philips que procurava artistas brancos capazes de domesticar e vender a música negra. Sam Philips foi o responsável pela descoberta também de Elvis Presley.

Após alguns meses de pequenos hits a explosão ocorreu com o lançamento da visceral Whole Lotta Shaking Going On, logo seguida por Great Balls Of Fire, Breathless e High School Confidential, todas sucessos extraordinários de vendas. Além disso, relançou também clássicos de blues e country com o seu tempero especial.

Entitulava-se "The Killer" (o matador) e no palco era um ciclone martelando furiosamente as teclas do piano (que no auge de alguns desvarios era incendiado). Em sua vida pessoal fazia juz à fama de durão envolvendo-se em brigas frequentes.

Lewis prosseguiu com relativo sucesso lançando um ou outro hit até meados de 1958. Embora se costume associar seu declínio com a rejeição do público ao seu casamento com a prima Myra Gail Brown de 14 anos a realidade é que estava ocorrendo nesta época o fim da carreira meteórica dos artistas da primeira fase do rock and roll e o surgimento de novos nomes.

Após um longo período de ostracismo em meados da década de 60 Lewis começou a voltar à ativa dando mais ênfase ao lado country de seu estilo. Sua imagem nos anos seguintes foi bastante desgastada por frequentes escândalos envolvendo espancamento de suas mulheres, morte de seus dois filhos em um acidente de carro, problemas com alcoolismo e diversas operações no estômago.

No palco, porém continuava apresentando a mesma performance explosiva, apesar dos problemas pessoais e idade.

Em 1985 chegou a ficar em coma e teve de ter seu estômago extirpado em virtude de uma úlcera que nunca se curou. Em 1996 sofreu o seu terceiro ataque cardíaco, mas continuou tocando como antes. Em suas próprias palavras: "Há apenas um Jerry Lee Lewis e isto aqui vai ser um mundo muito triste quando eu tiver morrido".

A carreira de Jerry Lee Lewis foi divertidamente retratada (com alguns exageros e omissões) no filme Great Balls Of Fire (A Fera do Rock). Imperdível.

“Eu nunca me achei o melhor de todos, mas eu sou.” - Jerry Lee Lewis


Bjkkas,



7 de mai. de 2008

Atalhos




De vez em quando me deparo com alguns textos que me fazem refletir e por isso tenho vontade de compartilhar com os amigos.

O texto abaixo, de autoria de Martha Medeiros, é um exemplo disso.



"Quanto tempo a gente perde na vida?
Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros.
Sim, depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, etc.
E aí, mais tarde, demora pra entender certas coisas.
Demora, também, pra dar o braço a torcer.
Viramos adolescentes (aborrecentes) teimosos e dramáticos.
E levamos um século para aceitar o fim de uma relação. E outro século para abrir a guarda para um novo amor.
Quando, já adultos, demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo,
e demoramos para tomar uma decisão.
Até que um dia a gente faz aniversário. 37 ou 41 anos. Talvez 50 e tal.... Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto.
E só aí a gente descobre que o nosso tempo não pode continuar sendo desperdiçado.
Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado, no segundo tempo, e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro. Ou fazer tabelas desnecessárias. Quanto esbanjamento.
E esquecemos que não falta muito pro jogo acabar...
Sim, é preciso encontrar logo o caminho do gol.
Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso.
Pois tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto.
Excetuando-se no sexo, onde a rapidez não é louvada, pra todo o resto é melhor atalhar.
E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.
Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando.
Não esperam sentadas, não ficam dando voltas e voltas.
E não necessitam percorrer todos os estágios.
Queimam etapas.
Não desperdiçam mais nada.
Uma pessoa é sempre bruta com você?
Não é obrigatório conviver com ela.
O cara está enrolando muito?
Beije-o primeiro e veja se ele, realmente, interessa e transmite algum sentimento.
A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.
Paciência só para o que importa de verdade.
Paciência para ver a tarde cair.
Paciência para degustar um cálice de vinho.
Paciência para a música e para os livros.
Paciência para escutar um amigo.
Paciência para aquilo que vale nossa dedicação.
Pra enrolação, um atalho.
O maior possível!"
.
.
.

6 de mai. de 2008

eita...

Que coisa mais linda!!!
Ele insiste em vir à terra, seja por quem for...
acho que vou dar-lhe uma chance!... (rsrsrsrs)


5 de mai. de 2008

.
.
As vezes tenho oportunidade
de não fazer nada...
e não consigo :)
.
.

Menina e a Gaveta


Pensei em postar uma nova produção, dessas bem rapidinhas... (rs)
porém, encontrei esse texto do Edson Marques, tão terno, que não pude me furtar em dividi-lo...


"Não é nem um quarto inteiro que ela quer para si. Nem mesmo um armário todo, nem sequer uma portinha desse armário. Ela quer apenas uma gaveta onde guardar suas coisinhas, seus presentes, seus anéis, suas pulseiras, seus cartõezinhos coloridos, os bilhetes encantados que lhe dou, as poesias de amor que eu lhe dedico. Ela só quer uma gaveta onde guardar seus delicados objetos de ternura. Uma gaveta com chave onde possa preservar sua privacidade de menina apaixonada. Ela só quer uma gavetinha onde guardar o que sonha.


Portanto, vou agora transformar meu próprio coração em gavetinha, só para dá-lo inteiro todo a ela. Para sempre."

3 de mai. de 2008

Gata de Bueiro

(uma história simplória, como as coisas da vida)

Certo dia o coração acordou bem-humorado, foi passear ali, pertinho de casa.
Opa, tinha um gato andando sorrateiro pelo canto do muro.
O coração ficou curioso com a cor cobre daquele gato, e bem de onde estava, passou a observá-lo
O gato andava, parava, olhava, cheirava. Parecia curioso e desconfiado. Um processo de descoberta comedida. Intrinsecamente ele sabia até onde podia ir.
O coração permanecia observando. Não pensava em nada, apenas olhava.
Até que o gato, um pouco mais familiarizado, menos assustado, mas tão atento quanto, virou-se.

Seus verdes e brilhantes olhos encontraram-se aos olhos serenos e confiantes do coração... O gato fez menção de fugir, mas qual espanto... voltou seu olhar...
E o coração!?!?! HIP-NO-TI-ZA-DO!!!!
Imagine você a cena, um coração sereno, sabedor de sua capacidade, sem ação aos olhos de um gato, e esse, assustado, sem vontade de sair do lugar (...)

(...) O coração corajoso como era deu um passo a frente, o gato assustou-se... deu um passo a trás... O coração resolveu chamá-lo... o Gato fugiu(...)

(...) só parou à entrada de um bueiro, olhou para trás como quem esperasse (...)

(...) Ái, que confusão sem fim... Qualquer outro coração teria ido embora. Porém aquele, aquele coração encantou-se pelos olhos do gato e mesmo se quisesse não conseguiria ignorá-lo.
Sabia que havia algo além da aparência fria e agressiva de um gato que morava em um bueiro...
Sentia... Percebia... (...)

(...) Corações também se enganam, mas ele tinha tanta certeza que deveria desvendar, ir além das convenções... que...
Voltou a seguir o gato!
Chamou por ele...
Chamou... Esperou...
Pa-cien-te-men-te...
Como só um coração encantado sabe fazer...
O gato voltou.... olhou de longe.. aproximou-se... estava diferente... mais confiante (...)

(...) meio mérito disso era do coração, sua perseverança e disciplina trouxeram ao gato um valor conhecido mas esquecido... Confiança! (...)

(...) Confiou... o coração deu um passo, o gato esperou, o coração aproximou-se mais, o gato também... um tempo depois colocou sua cabeça próxima ao coração, experimentou algo não vivido ainda... ouviu o som da vida, o bater de um coração encantado!!!
Ah......... .......... o Gato derreteu-se!!!


Ouviu-se um barulho qualquer, o Gato assustou-se, titubeou, afastou-se...
O Coração sem nenhum movimento brusco, sem questioná-lo, sem nenhuma palavra, buscou a cabeça do Gato e voltou a acariciá-la (...)

(...) Então o Gato permitiu-se... O Coração permitiu-se...
Pela boa vontade de ambos...
A vida fluiu... Aconteceu!(...)

(...) Assim são os Gatos-de-Bueiro arredios, assustados.
Assim são os Corações Encantados, serenos, perseverantes...

E assim aconteceu...

Hoje o Gato está ao lado de seu Coração, cuidando dele, protegendo-o – corações são frágeis.
E o Coração está ao lado de seu Gato, aquecendo-o, fortalecendo-o – gatos-de-bueiro também são frágeis.

Foi preciso que ambos acreditassem... que alguém desse o primeiro, o segundo... quiçá o terceiro passo...
Ah, se esse Gato não tivesse um Coração persistente a segui-lo... Ah, se esse Coração não tivesse um Gato disposto a superar seus medos...
São grandes conquistas, essas!
Todos temos limitações e vantagens, Todos temos um pouco de coraçã Oe Gato-de-Bueiro somos um pouco medo e coragem!


(Luya Machado, ago1998 - mai2008)




Várias partes da crônica foram suprimidas, é looooooonga, blogs necessitam de leitura rápida, interatividade.

Quanto ao comment do post anterior:

Paolo é um psicólogo de franca competência e muito sucesso na europa, meu LINDO AMIGO, meu anjo criador e incentivador, me conhece como ninguém... e isso o faz um semi-deus! Sam, minha companheira de faculdade, linda como ela só...
Eles ensinaram-me a lutar por minha vocação em ser melhor a cada dia, ajudaram-me a superar as dificuldades e apreensões com ZELO e CUIDADO. Mostraram-me, sem uma palavra, como encantar-me pela vida...

Sinto saudades de vocês! do colo que recebia e da certeza que os acolhia em cada dúvida que tinham...
Somos humanos, aprendemos uns com os outros, sorrimos, choramos, sonhamos juntos. SAUDADES!

Com vocês não precisava defender grandes teses, sabíamos do valor intelectual um do outro e concordávamos (lembram-se!?!) quão chato eram as pessoas que necessitavam debater TODOS os assuntos. rsrsrsrsrsrsrs Quantas risadas demos disso, amigos!...

Paolo e Samara nasceram um para o outro e eu tenho a grata satisfação de ter assistido essa descoaberta... nosso professor e minha grande amiga.
Ele, italiano, temperamento forte, impulsivo, 'malcriado'.
Ela, racional, calmaria em pessoa, 'malcriada'. (Acho que essa malcriação foi o que nos aproximou... rsrsrs) E eu 'malcriada' no meio desses dois... NINGUÉM merece!!!!! rs =)

Aprendi muito, hoje sei disso... Não são os opostos que se atraem... mas a capacidade de ceder e compreender às diferenças...

Vou colocar aqui, a música que dançamos na última vez que vocês vieram ao Brasil (caracoles, 10 anos a trás) e que paramos a festa - outro dia falo sobre isso. Leoninamente A-MEI!!!

Não vou assinar como Luya Machado, Não é a Byinha, ou o Gato... Sou eu quem posta, Mírian Machado.

2 de mai. de 2008



Sol em Leão, signo do fogo.
Ascendente em Câncer, signo da água.
Lua em Libra, signo do ar.
Horóscopo chinês: Cão.
Elemento: Metal.
Eita confusão... o que mais vocês queriam... rsrsrs
Tinha que ser bipolar!


"Quando me apaixono,
me apaixono por um ser humano.
Eu não vejo um homem ou uma mulher,
uma pele negra ou branca,
um adolescente ou um cinqüentão,
mas uma alma da qual sou o complemento."
(Angelina Jolie)