21 de abr de 2008

Eu e a tristeza não combinamos




Eu e a tristeza não combinamos


Tristeza me desculpe,
saudade me perdoe,
mas a minha ansiedade
não resiste a beleza da vida,
e eu quero amar, quero sair, quero viajar,
não suporto a angústia,
e para mim, a solidão
tem cheiro de naftalina.

Não adianta, eu e a tristeza não combinamos,

ela prefere o isolamento, eu adoro os amigos,
ela quer o choro, eu prefiro rir, rio até de mim,
em tudo ela vê tragédia, eu, oportunidades,
ela quer a prisão, e eu a liberdade,
ela ouve músicas que trazem lembranças, eu canto a esperança...

A tristeza pega sempre de surpresa,
quem ainda não entendeu a fórmula do amor:
se amamos apenas o que pensamos possuir,
isso não é amor, é egoísmo
se amamos excessivamente os bens que conquistamos,
isso não é amor, é avareza,
se amamos o que os outros possuem,
isso não é amor, é inveja,

se amamos e insistimos em fazer alguém feliz,
sem esquecer da própria felicidade,
descobrimos finalmente que o amor é um dar-se sem fim,
é um querer além do querer-se,
um encontro com a própria alma,
que suspira apaixonada pela presença de outra alma,
almas que se encontram na caminhada,
na longa estrada, que insistimos em chamar de
vida.

(desconheço autoria)

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